domingo, 30 de março de 2014

Demitido do SBT, José Nêumanne Pinto acusa diretor da emissora de ter ligação com o PT

Imagem: Reprodução/POP
O jornalista José Nêumanne Pinto divulgou uma carta, após ter sido demitido do SBT, dizendo que sua demissão pode ter relação com as eleições, ele era critico da Dilma Rousseff, e o que o diretor da emissora teria ligação com Rui Falcão, presidente do PT.

Leia parte da carta de Nêumanne:

"Na sexta-feira passada, dia 7 de fevereiro, após gravar os comentários para os três jornais do SBT, fui comunicado pelo diretor de jornalismo, Marcelo Parada, que o "comitê de programação do SBT" havia decidido extinguir comentários na emissora.

Parada mantinha [e não tem porque deixar de manter] uma relação cordial comigo, mas sempre superficial e esporádica.

Ricardo Melo nunca demonstrou atenção especial pelo "Jornal do SBT", que era ancorado por Carlos Nascimento, nem pelo "Jornal do SBT Manhã", comandado por Hermano Henning. Concentrava-se no "SBT Brasil", apresentado por Rachel Sheherazade e Joseval Peixoto.

Depois da crise provocada pelo jornal policial tirado da grade por falta de audiência, nunca mais os comentários que eu gravava para o SBT Brasil foram ao ar, apesar de religiosamente gravados, inclusive na sexta [7], quando fui sumariamente demitido sem nenhum aviso prévio, nem tentativa de evitar que meu trabalho prejudicasse a dinâmica do noticiário, como vi alegado nas notas publicadas pela imprensa.

Espero que a informação tenha sido mal interpretada por quem a deu. Não acredito que a cúpula do jornalismo do SBT fosse deselegante como foi comigo com colegas como Carlos Nascimento e Hermano Henning. Melo não faz mais parte dela porque seu estilo franco e desabusado o levou a se exceder numa discussão com um funcionário do RH e isso provocou sua demissão na segunda-feira, 3 de fevereiro.

Também não acredito que suas notórias ligações societárias com Rui Falcão possam ter interferido na decisão de demitir quem ele sempre chamou de "amigo". Fica, de qualquer maneira, a consequência a lamentar mais institucional do que pessoal: o ano eleitoral começa com a demissão de um crítico contumaz de Dilma Rousseff, favoritíssima à reeleição, mas ainda assim temerosa de que ela não ocorra".

MSN Entretenimento
Editado por Brasil Contra Corrupção