sábado, 23 de agosto de 2014

Gerente de empresa é preso por comentar no Facebook sobre uma blitz da PM

Imagem: Reprodução
Um comentário na página do Facebook "Sarandi Online - Notícias da Cidade e região", levou um gerente de uma empresa de Sarandi, no Paraná, a detenção. Uma equipe de policiais foi até a empresa onde o Clodoaldo Lima trabalha e o deteve, sendo agelmado e levado de camburão até a Delegacia de Policia de Sarandi.

O gerente havia comentado na página "Sarandi Online", num post que descrevia uma blitz da Polícia Militar realizada nesta semana: "Com puro abuso de autoridade, falta de bom senso por parte dos policiais e principalmente pelo comandante da operação, soldado Cordeiro, que fizeram essa blitz com o único intuito de ferrar trabalhadores sem o mínimo de bom senso, ao invés de irem atrás de bandidos", comentou.
Para o comandante da 4ª Companhia de Polícia Militar de Sarandi, capitão Luciano Mazeto, o homem fez comentários que prejudicaram o policial, já que citou o nome dele e o imputou o crime de abuso de autoridade. "Vai muito da interpretação, mas o rapaz pode ser enquadrado no crime de difamação, por ele ter citado o nome do policial. Ele o imputou a prática do crime de abuso de autoridade. Isso também pode ser considerado calúnia", explicou o comandante.

Ao sair da delegacia, Clodoaldo defendeu-se: "O que acho é que, às vezes, naquele horário [a blitz foi feita no fim da tarde], pode acontecer de pegar muita gente que está trabalhando. Devido à situação de hoje no país, não é todo trabalhador que tem 800, 900 reais para manter o carro em dia. Foi só o que quis dizer. Eu respeito muito o trabalho de todo mundo, inclusive o dos policiais. Eu sou um cidadão de bem, não ofendi ninguém. Só cometi o erro de emitir minha opinião".

Mesmo após deter o gerente, o soldado citado no comentário decidiu não fazer uma representação contra ele. Eles continuarão investigando outras pessoas a fim de identificar e localizar quem fez comentários sobre a atuação da PM. O gerente tem 33 anos, casado e pai de dois filhos.

Fonte: Maringá Manchete e G1
Editado por Brasil Contra Corrupção