terça-feira, 25 de setembro de 2018

Atentado: "O depoimento do delegado que está conduzindo, realmente é para abafar", diz Bolsonaro; vídeo

"No meu entender foi planejado, político, não tenho a menor dúvida. Me tirando de combate, você pega os três, quatro próximos da relação [de candidatos] e são muito parecidos", disse Bolsonaro.

Imagem. Canal Joven Pan noYou Tube/ Montagem BCC Brasil Contra Corrupção 
O deputado federal e presidenciável do PSL 17, Jair Messias Bolsonaro, deu sua primeira entrevista após o atentado em Juiz de Fora (MG) onde uma faca foi usada como arma. Augusto Nunes, de Os Pingos nos Is da Rádio Jovem Pan de São Paulo, foi no hospital israelita Albert Einstein. Assista ao vídeo:





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Transcrição de algumas partes da entrevista:

Bolsonaro disse que terá alta até dia 31 e condições de gravar vídeos para as redes sociais a partir do dia primeiro de outubro. Não poderá fazer corpo a corpo: “Não posso ir para rua realmente".

Afirmou também que o agressor responsável pelo atentado “não agiu sozinho” e aguarda apurações sem invenções. “Não quero que inventem. Quero que apurem.”

Sobre a punição adequada afirmou que é favorável que a lei seja cumprida para quem é acusado de tentativa de homicídio, que é a prisão. Criticou a progressão de pena e afirmou que em seu governo vai trabalhar para mudar a lei.

"É uma tentativa de homicídio, tem que ser o que tá na lei. No Brasil não existe pena acima de 30 anos, agora eu costumo dizer muitas vezes, tentativa de homicídio, ou seja eu estou vivo por milagre, por que a pena dele tem que ser abaixo de um homicídio em si? Vamos mudar isso no futuro, se Deus quiser, caso eu seja presidente e mais ainda, acabarmos com progressão de pena e não ficar dando ouvidos a entidades de direitos humanos que o presidiário vive em más condições, quem estaria em péssimas condições seria minha família se eu tivesse morrido", falou sobre o tipo de castigo que o agressor merece.

“Eu receberei alta no dia 31, antes das eleições. Mas, a recomendação é que eu fique em casa. Na situação em que estou, se eu levar um esbarrão posso botar tudo a perder. Então não posso ir às ruas novamente”, disse.

“O ambiente como aquele não tem como ter um sistema de segurança perfeito. E eu sempre falava da possibilidade de aquilo acontecer, tendo em vista o nosso crescimento junto à opinião pública. Não culpo a Polícia Federal. Pelo contrário, tanto que eles nos ajudaram em outras oportunidades, como no Rio de Janeiro”, concluiu.




“Entendo que foi algo planejado. Foi político, não há a menor dúvida. Me tirando de combate… você pega os três ou quatro próximos na relação, eles são muito parecidos”, disse, fazendo referência às pesquisas de intenção de voto que mostram Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) praticamente empatados na segunda colocação. “Ele deu uma facada e rodou. Para matar mesmo. O cara sabia o que estava fazendo. Por milímetros não atingiu veias que eu não teria como resistir”.

“Acredito que ele não agiu sozinho. Ele não é tão inteligente assim, não. A tendência natural de um ato como aquele é ele ser linchado. Então ele foi para cumprir a missão quase na certeza de que não seria. Não seria como? Sabendo que teria gente ao lado dele”, afirmou.

“Pelo que ouvi dizer, não tenho certeza ainda, a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a Polícia Federal. O depoimento do delegado que está conduzindo, realmente é para abafar. Eu lamento o que ouvi ele falando. Dá a entender até que age em parte como uma defesa do criminoso. Isso não pode acontecer. Não quero que inventem um responsável. Longe disso. Tal partido… não. Mas dá para apurar o caso. Tem uma passagem dele na Câmara. Ou melhor, uma passagem falsa dele na Câmara, no dia 6 de setembro. E quando vai à Câmara, você se identifica, é fotografado. Então quem foi que…? Poderia ter um álibi aí. A polícia legislativa trabalha com muita lisura. A imprensa também tem que apurar. Você sabe que parte dela tenta acalmar o negócio. O que está em jogo é o poder. Eu chegando lá, nós quebraríamos o sistema. Não é na ignorância, não, é na lei”.

“Quando levei a pancada, pensei que era um soco, uma pedrada meio de longe. Eu só vi um vulto, não teria condições de ver a cara dele. Quando caí, falava para o segurança que tinha sido uma porrada no estômago. Por que eu olhei e tinha um cortezinho, mas não sangrava. Igual uma bolada que a gente leva no futebol. A dor não passava. E os seguranças foram excepcionais, né? Meus colegas da Polícia Militar, da Polícia Federal. Tinha mais gente também de outros órgãos. Me levaram rapidamente ao hospital. Na Santa Casa fiquei sabendo que aconteceram vários milagres”, disse.

“Precisamos fazer política de verdade. Essa maneira de não aceitar indicações é a única maneira de resgatar a credibilidade. Não tem como aceitar indicação. O Lorenzoni, por exemplo, no meu entender, seria um excelente chefe da Casa Civil. Mas não é indicação partidária. É mérito dele. Ele vestiu essa camisa comigo, passou por um momento difícil, então é uma pessoa adequada para estar lá. Não é dar as costas ao parlamento, mas atender ao parlamentar”, concluiu.



"No meu entender foi planejado, político, não tenho a menor dúvida. Me tirando de combate, você pega os três, quatro próximos da relação [de candidatos] e são muito parecidos"


"Ele deu uma facada e rodou. Para matar mesmo. O cara sabia o que estava fazendo. Por milímetros não atingiu veias que eu não teria como resistir".

“Pelo que ouvi dizer, não tenho certeza ainda, a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a Polícia Federal. O depoimento do delegado que está conduzindo, realmente é para abafar. Eu lamento o que ouvi ele falando. Dá a entender até que age em parte como uma defesa do criminoso. Isso não pode acontecer. Não quero que inventem um responsável. Longe disso. Tal partido… não. Mas dá para apurar o caso”.

“Tem uma passagem dele na Câmara. Ou melhor, uma passagem falsa dele na Câmara, no dia 6 de setembro. E quando vai à Câmara, você se identifica, é fotografado. Então quem foi que…? Poderia ter um álibi aí. A polícia legislativa trabalha com muita lisura. A imprensa também tem que apurar. Você sabe que parte dela tenta acalmar o negócio. O que está em jogo é o poder. Eu chegando lá, nós quebraríamos o sistema. Não é na ignorância, não, é na lei”.



“Sempre existe esse temor. Digo mais, não por mim. Em primeiro lugar pela minha filha de 7 anos de idade. Ela inclusive me inspira na política. E logicamente pela minha família como um todo. Sempre avisei minha esposa que poderia ocorrer esse risco. Existia essa possibilidade. Eu estava abusando. Se você visse as tomadas de aeroporto… Muita coisa poderia acontecer. Eu falava para os seguranças do meu lado que essa possibilidade ia aumentar a partir do momento em que minha popularidade ia crescendo”.

"Não posso ir para a rua, peço a compreensão dos amigos. Planejo fazer live todos os dias a partir do dia primeiro. Na última que fiz tinha 275 mil presentes. Eles acreditam na nossa proposta 'a verdade acima de tudo'".


"É exatamente o contrário. Sou vítima daquilo que combato".

"Prefiro a cadeia cheia de vagabundo a cemitério cheio de inocente."



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