quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Relembre virada de 2014 que só 23 do TSE sabiam de tudo; vídeo e transcrição

Enquanto o Brasil inteiro aguardava em clima de suspense os primeiros resultados oficiais da eleição presidencial, pouco mais de 20 pessoas sabiam de tudo, no Tribunal Superior Eleitoral. Às 19h, Aécio tinha menos de 4 milhões de votos à frente de Dilma. Às 19h32 só o restrito grupo de 23 do TSE testemunhou o momento decisivo: Dilma ultrapassou Aécio e assumiu a liderança. Quando, finalmente, às 20h02 o país tomou conhecimento do segredo das urnas, Dilma já liderava por mais de 2 milhões de votos. 
Imagem: Agência Brasil - Montagem BCC Brasil Contra Corrupção

Bolsonaro do PSL 17 ou Haddad do PT 13? Uma matéria exibida no Jornal Nacional no dia da apuração desperta atenção neste momento. Faltando poucos dias pra definição do segundo turno, que vai decidir quem e qual projeto de poder dominará pelos próximos quatro anos, no mínimo, podendo se estender pra oito anos com reeleição e depois continuar com alguém indicado pelo mesmo grupo, o que seria doze anos de apenas um mesmo grupo, e assim por diante. Ou seja, é tudo muito mais complexo do que se pode imaginar, e este é um interessante vídeo das apurações da eleição de 2014, onde Dilma virou sobre Aécio no segundo turno. Assista no Face:




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Transcrição do vídeo:

"No domingo (26), enquanto o Brasil inteiro aguardava em clima de suspense os primeiros resultados oficiais da eleição presidencial, pouco mais de 20 pessoas sabiam de tudo, no Tribunal Superior Eleitoral. A primeira barreira é a do detector de metais. Em seguida, é preciso passar pela roleta com acesso por crachá. Logo na esquina, fica a sala AA 06. Um segurança tinha ordem para não deixar o posto sob hipótese alguma. Vigilância permanente da seção de processamento de eleições do TSE, o lugar que guardava o segredo que todos queriam saber.

Quem teve autorização para passar da porta, na verdade, ganhou a oportunidade de viver um momento histórico da política brasileira. Lá, um seleto grupo de 23 pessoas testemunhou o que a população brasileira inteira queria ver. A contagem voto a voto, a disputa, segundo a segundo, para saber quem seria o próximo presidente do país. Mas todos ali dentro deveriam ficar incomunicáveis. Foram obrigados a desligar o celular e deixá-los sob esta mesa, visível de qualquer ponto da sala.

“O processo eleitoral já é composto de muita tensão e muita emoção. Mas isso foi um ingrediente a mais”, afirma o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino. O país teve que esperar até as 20h, quando as urnas foram fechadas no Acre, para acompanhar a apuração da eleição presidencial. Até lá, nem o presidente nem os ministros do TSE tiveram acesso às informações em tempo real. Só esses funcionários viram que às 17h15 Aécio Neves liderava a corrida presidencial com 62% dos votos, por causa das urnas do Distrito Federal e de capitais do Sul e Sudeste do país. Às 17h30, quando entraram mais votos do interior dessas regiões, a votação de Aécio caiu para menos de 60% do total.

Meia hora depois, Dilma Rousseff se aproximou um pouco mais. Às 18h30, quando parte dos votos dos estados do Norte e Nordeste foi revelada, a diferença entre os dois caiu para 11 pontos. Às 19h, Aécio tinha menos de 4 milhões de votos à frente de Dilma. Às 19h32 só o restrito grupo testemunhou o momento decisivo da eleição: a candidata do PT ultrapassou o candidato do PSDB e assumiu a liderança.

Quando, finalmente, às 20h02 o país tomou conhecimento do segredo das urnas, Dilma já liderava por mais de 2 milhões de votos. Continuou na frente. E a partir daí o Brasil apenas viu a presidente manter a liderança e, às 20h27, ser oficialmente declarada reeleita. A emoção da contagem voto a voto foi um privilégio para poucos. “A gente costuma dizer que esse trabalho é viciante, porque toda vez que a gente termina um ciclo eleitoral a gente começa já com muita vontade de começar tudo de novo. Retomar esse processo já com muita vontade”, explica o chefe de processamento de eleições do TSE, Júlio Valente."

Este ano o apoio pra denuncias de um modo geral sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e possíveis problemas foi grande se comparado com outras eleições. Talvez o envolvimento de políticos de um modo geral envolvidos na disputa eleitoral tenha encorajado vários setores da sociedade fazerem sua parte. O próprio TSE já tem aplicativo onde mesários farão denuncia no dia.

Link da época: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/10/apenas-23-pessoas-testemunharam-apuracao-da-eleicao-presidencial.html

Por BCC Brasil Contra Corrupção que está desde 2013 na internet na luta por mudanças pra melhor